Charles H. Spurgeon - Sermão - Um Sermão de Primavera Baixar grátis

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Descrição do livro

“O meu amado fala e me diz: Levante-se, minha querida, minha linda, e venha comigo. Porque eis que passou o inverno, a chuva cessou e se foi, aparecem as flores na terra, chegou o tempo de cantarem as aves, e já se ouve a voz da rolinha em nossa terra. A figueira começou a dar seus figos, e as vinhas em flor exalam o seu perfume. Levante-se, minha querida, minha linda, e venha comigo.”
Cânticos de Salomão 2.10-13

INTRODUÇÃO
Os elementos visíveis são figuras das coisas invisíveis. As obras da criação são imagens, para os filhos de Deus, dos mistérios ocultos da graça. As verdades de Deus são as maçãs de ouro, e as criaturas visíveis são os cestos de prata. As próprias estações do ano encontram seu paralelo no pequeno mundo interior do homem. Temos nosso inverno — o inverno sombrio e uivante — quando o vento norte da lei se levanta contra nós, quando toda esperança é cortada, quando todas as sementes de alegria estão sepultadas sob os escuros torrões do desespero, quando nossa alma se vê algemada como um rio preso pelo gelo, sem ondas de alegria, nem correntes de gratidão.
Graças a Deus, o vento suave do sul sopra sobre nossa alma, e logo as águas do desejo são libertas; vem a primavera do amor, as flores da esperança brotam em nossos corações, as árvores da fé lançam seus primeiros brotos, o canto das aves ressoa dentro de nós, e experimentamos alegria e paz na fé por meio do Senhor Jesus Cristo.
Essa feliz primavera é seguida, no crente, por um verão abundante, quando suas graças — como flores perfumadas — estão em plena floração, perfumando o ar, e os frutos do Espírito — como cidras e romãs — amadurecem sob o calor generoso do Sol da Justiça. Então vem o outono do crente, quando seus frutos se tornam maduros e seus campos estão prontos para a colheita. Chegou o tempo em que o Senhor reunirá Seus “frutos deliciosos” e os armazenará no céu. A festa da colheita se aproxima — o tempo em que o ano começará de novo, um ano imutável, como os anos da destra do Altíssimo, no céu.
Agora, amados, cada estação particular tem seu dever. O lavrador descobre que há um tempo para arar, um tempo para semear, um tempo para colher; há uma estação para a vindima, e um período para a poda da vinha; há um mês para o plantio das ervas e outro para a colheita das sementes. Para tudo há um tempo e um propósito, e cada estação tem seu trabalho próprio.
Pelo texto, parece que sempre que é primavera em nossos corações, então a voz de Cristo pode ser ouvida dizendo: “Levanta-te, minha amada, formosa minha, e vem.” Sempre que fomos libertos do inverno sombrio da tentação, da aflição ou da tribulação — sempre que a bela primavera da esperança surge sobre nós e nossas alegrias começam a se multiplicar — então deveríamos ouvir o Mestre nos chamando a buscar algo mais alto e melhor, e deveríamos sair, em Sua força, para amá-Lo mais e servi-Lo com mais diligência do que antes.
Esta, creio, é a verdade ensinada pelo texto, e será o tema do sermão desta manhã. E àqueles em quem já é chegada a estação do canto das aves, em quem as flores já apareceram — a qualquer desses, espero que o Mestre fale, até que suas almas digam: “A voz do meu amado! Eis que ele me diz: Levanta-te, amada minha, formosa minha, e vem.” Usarei esse princípio geral para ilustrar quatro ou cinco casos distintos.

Número de páginas :26
Encadernação :Kindle
Colaboradores Charles H. Spurgeon - Sermão - Um Sermão de Primavera:Divino Cordeiro (Tradutor)