Charles H. Spurgeon - Sermão - A Igreja de Cristo Baixar grátis

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Descrição do livro

O capítulo (Ezequiel 34) que li no início do sermão é profético. E eu entendo que se refere não à condição dos judeus durante o cativeiro e sua felicidade subsequente quando retornassem à sua terra, mas a um estado no qual deveriam cair após terem sido restaurados ao seu país sob Neemias e Esdras, e no qual ainda permanecem até o presente dia.
O profeta nos diz que os pastores, ao invés de alimentar o rebanho, alimentavam a si mesmos. Eles pisoteavam a grama, ao invés de permitir que as ovelhas a comessem, e sujavam as águas com seus pés. Esta é uma descrição exata do estado da Judeia após o cativeiro, pois então surgiram os Escribas e Fariseus, que tomaram a chave do conhecimento, mas não entraram, nem permitiram que outros entrassem; que colocavam pesados fardos nos ombros dos homens e não os tocavam nem com um dedo; que faziam a religião consistir inteiramente em sacrifícios e cerimônias, e impunham um fardo tão pesado ao povo que eles clamavam: “Que canseira é esta!”
Esse mesmo mal continuou com os pobres judeus até o presente dia e, se você lesse os absurdos do Talmude e da Gemara, e visse os fardos que eles colocaram sobre o povo, você diria: “Verdadeiramente, eles têm pastores ociosos.” Eles não dão alimento às ovelhas. Perturbam-nas com superstições fantasiosas e visões tolas, e, ao invés de dizer-lhes que o Messias já veio, iludem-nas com a ideia de que ainda há um Messias por vir, que restaurará a Judeia e a elevará à sua glória.
O Senhor pronuncia uma maldição sobre esses Fariseus e Rabinos, esses que “dão encontrões com o lado e com o ombro”, esses pastores maus que não permitem que as ovelhas se deitem, nem as alimentam com boa pastagem.
Mas, depois de descrever esse estado, ele profetiza tempos melhores para o pobre judeu. O dia está chegando em que os pastores negligentes serão reduzidos a nada, quando o poder dos Rabinos cessará, quando as tradições da Mishná e do Talmude serão descartadas. A hora está se aproximando em que as tribos subirão para seu próprio país. Quando a Judeia, por tanto tempo um deserto bravio, florescerá mais uma vez como a rosa. Quando, se o próprio templo não for restaurado, ainda assim no monte de Sião será erguido algum edifício cristão, onde os cânticos de louvor solene serão ouvidos, como outrora os Salmos de Davi eram cantados no Tabernáculo.
Não tardará muito para que eles venham — venham de terras distantes, onde quer que descansem ou vagueiem. E ela, que foi o escárnio de todos, cujo nome foi um provérbio e uma palavra de zombaria, se tornará a glória de todas as terras. Sião, abatida, erguerá sua cabeça, sacudindo-se do pó, da escuridão e dos mortos. Então, o Senhor alimentará Seu povo e fará deles e dos lugares ao redor do Seu monte uma bênção.
Acredito que não damos importância suficiente à restauração dos judeus. Não pensamos o suficiente sobre isso. Mas certamente, se há algo prometido na Bíblia, é isto. Imagino que você não pode ler a Bíblia sem ver claramente que haverá uma restauração real dos filhos de Israel. “Eles subirão para lá; virão com lágrimas para Sião, e com súplicas para Jerusalém.”
Que esse dia feliz chegue logo! Pois quando os judeus forem restaurados, então a plenitude dos gentios será reunida. E assim que retornarem, Jesus virá ao Monte Sião para reinar gloriosamente com Seus antigos, e os dias pacíficos do Milênio então se iniciarão. Conheceremos então todos os homens como irmãos e amigos. Cristo governará com domínio universal.

Número de páginas :22
Encadernação :Kindle
Colaboradores Charles H. Spurgeon - Sermão - A Igreja de Cristo:Divino Cordeiro (Tradutor)